Não sabia se não, mas também não tinha certeza que sim.
Teu corpo chamava, ardia, implorava pelo meu, pensava em me conter.
Deveras o desejo era maior que tudo, porém o medo caminhava ao lado e não havia trégua.
Alí no canto de um quarto seu olhar tranquilo e ás vezes impaciente era um sinal, sinal de que de fato o medo deveria partir.
Minhas mãos passeavam pelo corpo semi-nú, na maciez de uma cama,
isso realmente era um sinal.
De alma e corpo.
Enfim me vi em teus braços, no calor aconchegante de um abraço,
na maciez de um beijo e na clareza de um amor puro, alí de corpo e alma.
Me senti como músico em dia de casa cheia.

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